Zurique em 3 dias: charme, arte e uma vida que pulsa com precisão
- Virna Miranda
- 2 de jan.
- 15 min de leitura

Quando começamos a planejar nossa viagem pela Suíça, não tivemos dúvidas de por onde começar: Zurique, que aliás muita gente pensa que é a capital do país - que na realidade é Berna. Mas esse engano comum tem suas razões: a maior cidade da Suíça é moderna, organizada e carrega o charme elegante tão típico dos países germânicos. E é por isso que ela funciona como porta de entrada para quem deseja conhecer a essência da Suíça alemã.
É difícil descrever a atmosfera dessa cidade sem recorrer a belas contradições: Zurique é cosmopolita e, ao mesmo tempo, aconchegante. Um dos mais renomados e luxuosos centros financeiros do Globo, com muitos bancos, relojoarias e lojas de grife, também é um centro histórico charmoso, cheio de ruelas medievais e fachadas floridas. Às margens do lago Zurique e do Rio Limmat, que corta a cidade com serenidade, com os Alpes majestosos ao fundo, a cidade oferece paisagens de tirar o fôlego. Um excelente ponto de partida para nossa viagem de 12 dias pela Suíça, que começa aqui!

Mas antes, acho legal contar que escolhemos a primavera para nossa viagem - que aconteceu entre o final de maio e o comecinho de junho de 2025. A época não poderia ser mais perfeita: lindos dias de sol mas sem calor, friozinho gostoso no início e final do dia, jardins hiper floridos, campos verdes, cachoeiras plenas de água do degelo, e ainda um resto de neve no topo dos Alpes. Pegamos pouquíssimos dias de chuva, que não atrapalharam em nada nossos passeios.
Mas vamos a Zurique!!!
Dia 1 – Chegada em Zurique
Depois de uma longa jornada de voo, entre Brasília e Zurique (fizemos uma conexão em Lisboa), chegamos cansados e com fome. Fomos recebidos por um dia chuvoso e um pouco frio — ainda bem que o tempo iria melhorar nos dias subsequentes.
Como tínhamos tempo antes do horário do check in do hotel, decidimos almoçar no aeroporto e, para nossa surpresa, nos deparamos com um restaurante do Grupo Antinori, o mesmo que conhecemos na Toscana no ano anterior, quando visitamos a vinícola na região do Chianti.

Então, resolvemos começar nossa estadia na Suíça de forma simbólica: comendo uma massinha deliciosa acompanhada de uma boa taça de vinho, enquanto olhávamos a chuva fina que caía lá fora. Com energias renovadas, partimos em busca da estação de trem que fica dentro do aeroporto para seguir para nosso hotel.
Onde nos hospedamos
Como tudo na Suíça, hospedagem em Zurique é cara — bem cara. Depois de muita pesquisa, descobrimos um hotel fora do centro, mas com um ótimo custo x benefício. Confesso que tive um pouco de receio de ser muito longe ou pouco prático, mas o The Yarn foi uma grata surpresa em todos os sentidos. Moderno, novinho em folha e com vista para o lago.
Apesar de afastado - na realidade ele fica em Horgen, nos arredores de Zurique - o hotel está situado literalmente em frente à estação de trem. Bastava atravessar a rua uns 10 minutos antes do horário previsto (que aprendemos rapidamente a consultar o app SSB Mobile, nosso companheiro fiel durante toda a viagem) para embarcar no trem e em exatos 21 minutos estávamos na Zürich Hauptbahnhof (mais conhecida como Zürich HB), a estação central, no coração de Zurique. Ou seja: prático, acessível e ainda com o bônus de uma paisagem linda e um ambiente super agradável. Foi uma excelente escolha.

Aliás, o SSB Mobile é uma mão na roda para quem vai explorar a Suíça de transporte público como nós. O aplicativo foi nosso companheiro fiel durante toda a viagem, funcionando com uma espécie de Google Maps suíço... Era só informar o ponto de partida e o de chegada que ele mostrava os meios disponíveis com horários exatos de embarque e deslocamento. E como já comentei no post de introdução dessa viagem pela Suíça, a malha ferroviária do país é uma atração à parte, com um nível de organização que impressiona.
E essa eficiência já se mostrou logo na largada. Sair do aeroporto de Zurique é surpreendentemente simples. Logo encontramos a estação de trem, ali mesmo no aeroporto, embarcamos e em cerca de meia hora estávamos na porta do hotel. Foi muito simples e o melhor: a passagem já estava incluída no nosso Swiss Travel Pass (consulte o post xxxx para saber mais sobre o mágico passe suíço!).
Depois do check-in, tomamos um banho, demos aquela descansada básica e, mesmo com o jet lag batendo, decidimos aproveitar as horas que ainda restavam do dia para um primeiro rolê de reconhecimento por Zurique. Pegamos o trem de volta e antes das 17h já estávamos na Zürich HB, no centro da cidade.
Bahnhofstrasse e Alstadt: o centro de Zurique
A Bahnhofplatz, em frente à estação de trem, é um excelente ponto de partida para iniciar uma jornada pela cidade. A praça conecta a Zürich HB com o Lago de Zurique, percorrendo a badalada rua de compras que abriga algumas das grifes mais famosas e luxuosas do mundo como Chanel, Dior, Gucci, Prada, Louis Vuitton, Hermès, Cartier, Rolex, Tiffany & Co., Bvlgari, e muitas outras de joias, relógios e moda. No meio do caminho está o Altstad (o centro histórico), com suas ruas medievais, o que logo de cara já nos apresenta uma das principais características de Zurique: a convivência harmoniosa do moderno com o antigo.

Apesar da chuvinha fina, caminhamos pela calçada já encantados com o charme da arquitetura e do luxo discreto daquelas vitrines que nos levam por um passeio pela sutil elegância suíça.

Andamos um pouco pela Bahnhofstrasse, e depois entramos pelas ruelas do Altstadt. No charmoso centro histórico, as fachadas com pinturas típicas suíças, os prédios históricos com esculturas brotando pelas paredes e as esquinas recheadas de cafés e lojinhas parecem saídas de um livro ilustrado, revelando uma Zurique pitoresca, delicada, envolvente. Algumas ruas se destacam nesse passseio, como a Rennweg e a Augustinergasse. Mas são todas bem pertinho uma da outra e o gostoso aqui é se perder nesses cantinhos sem pressa.
Um símbolo que você vai encontrar nas principais cidades suíças são as bandeiras dos cantões (como são conhecidos os estados no país). Elas estão em toda parte, enfeitando ruas e fachadas de prédios.
Como já estava tarde e estávamos cansados da viagem, resolvemos jantar mais cedo para poder curtir tudo com calma no dia seguinte. Havíamos feito reserva no famoso restaurante Zunfthaus zur Zimmerleuten (Zellkeller). Mas ao chegarmos lá, demos de cara com uma fila enorme na porta — mesmo com reserva, aquela movimentação nos passou uma certa sensação de “turistão" e decidimos procurar um lugar com mais alma local. Seguimos explorando as charmosas ruelas - nesse miolinho tem várias opções de restaurantes - mas acabamos na beira do Limmat onde descobrimos um gastrobar que nos atraiu com mesinhas do lado de fora com vista para o rio.
Tomamos um drink encantados com o visual de fim de tarde, mas o frio do final do dia nos convidou a jantar na parte interna. Foi quando descobrimos que o Barchetta Bar pertencia ao hotel boutique cinco estrelas Storchen Zürich, com diárias em torno de 700 francos (wow!!).

O hotel também abriga o restaurante La Rotisserie, com uma estrela Michelin , mas para nossa grata surpresa, os preços do Barchetta eram bem razoáveis. Pedimos duas taças de vinho e um prato de salmão com aspargos, um clássico da temporada primaveril suíça e desfrutamos de um delicioso jantar para fechar nosso primeiro dia em Zurique.
No caminho para a estação, aproveitamos para explorar um pouco mais da atmosfera do centro histórico, com várias paradas para fotos.
Dia 2 – Explorando os encantos de Zurique
Acordamos por volta das 8h da manhã, já mais descansados e com as energias renovadas. Tomamos café da manhã no hotel — simples, mas bem gostoso. Antes de pegar o trem, passeamos pelo boulevard que separa o trilho do lago, uma área de lazer usada pelos locais para caminhar, andar de bicicleta.

A turma por aqui também pratica muito esporte náutico e usa transportes aquáticos para atravessar o lago (na outra margem existem outros municípios como Horgen...). Bem na nossa parada de trem tem uma espécie de mirante acessível por elevador (sim, estamos na Suíça...), onde o visual para o Lago de Zurique é incrível.
O sol finalmente tinha dado o ar da graça e nosso segundo dia em Zurique prometia ser incrível! Pegamos o trem e lá fomos nós mais uma vez para a Zürich HB. Dia de explorar o bairro de Niederdorf.
Niederdorf
O charmoso e histórico bairro de Niederdorf também fica em Altsatdt (Cidade Velha), só que na margem direita do Rio Limmat. Basta atravessar a ponte e chegamos a uma região com um clima mais despretensioso que a elegante Bahnhofstrasse. Apelidado de "Dörfli" (pequena vila) pelos locais, o bairro é conhecido por suas ruas medievais de paralelepípedos, edifícios antigos, boutiques, livrarias, cafés, bares e restaurantes. O bairro é um charme, misturando história, arquitetura e compras descoladas.
Como era feriado — em 29 de maio se comemora a Ascensão de Cristo, uma das datas mais tradicionais do calendário suíço —, as lojas estavam fechadas. Mas foi uma delícia perambular pelas ruas e sentir a atmosfera vibrante de Niederdorf.
As quatro igrejas de Zurique
Duas das principais atrações arquitetônicas de Zurique ficam na região. Com suas torres gêmeas românicas, a grande catedral de Grossmünster é um marco da Reforma Protestante na Suíça. Já a Predigerkirche é uma das igrejas mais antigas da cidade, construída originalmente no século XIII como parte de um convento dominicano. Ela é conhecida por sua arquitetura gótica sóbria e por possuir uma das torres mais altas da cidade.

Outras duas igrejas que ficam na outra margem do Limmat (lado oeste) completam as quatro icônicas construções que marcam a história e a atmosfera do centro histórico de Zurique: a Fraumünster, famosa por seus vitrais deslumbrantes de Marc Chagall e Augusto Giacometti, e a St. Peter, cuja torre abriga o maior mostrador de relógio da Europa.

Na margem direita (ou leste) do Rio Limmat, ficam a Grossmünster e a Predigerkirche. Já na margem esquerda (ou oeste), ficam a Fraumünster e St. Peter.
Por conta do feriado, as igrejas estavam fechadas para visitação, mas, por outro lado, ganhamos um presente inesperado: do lado de fora, havia uma programação especial de apresentações artísticas ao ar livre, com corais e orquestras. Demos a sorte de assistir a duas delas: em frente à Grossmünster, encontramos um coro cantando músicas tradicionais. Aquelas vozes lindíssimas somadas à beleza do cenário repleto de gente aproveitando o clima de feriado, me emocionaram profundamente.

Um pouco mais adiante, já do outro lado do rio, mais uma surpresa. Na praça em frente à Fraumünster, uma missa ao ar livre tinha acabado de acontecer e uma orquestra se apresentava, tocando músicas pop - deu até vontade de dançar!
Zurique e suas fontes
Outro famoso ícone de Zurique (e também de outras cidades como Berna) são as fontes de água. Andando pela cidade, você certamente vai se deparar com algumas das mais de 1.200 fontes públicas espalhadas por toda parte. Cada fonte é única, , verdadeiras pequenas obras de arte esculpidas com capricho, e o melhor! A água que jorra é fresquinha, cristalina e de graça! Paramos em várias para encher nossas garrafinhas e ainda aproveitamos para tirar lindas fotos, claro!
Lindenhof: Zurique vista de cima
Seguindo nosso passeio, a próxima parada era o Lindenhof, local que já foi um antigo castelo romano no século IV e, mais tarde, serviu de base para o primeiro assentamento da cidade. Hoje, é um parque público tranquilo, com grandes árvores, bancos e uma vista espetacular para o rio Limmat, para os telhados do centro antigo e para importantes construções como a Grossmünster e a Universidade de Zurique.

O acesso para Lindenhof fica meio escondido entra as ruelas do centro histórico, mas é só seguir o fluxo para encontrar as escadinhas que levam para uma vista panorâmica mágica de Zurique. Muita gente faz essa visita no final da tarde para curtir o por do sol, mas eu acho que o visual é incrível em qualquer hora do dia. Ficamos um bom tempo sentados na mureta apreciando a cidade e seu rio reinando lá embaixo. Um daqueles lugares que você não tem vontade de ir embora.
Zürich West e IM Viadukt
Depois dessa pausa, já se aproximava do meio-dia — e, claro, a fome já tinha começado a dar sinais. Decidimos então explorar uma outra região da cidade: o bairro Zürich West (Kreis 5). Antiga área industrial, a região se desenvolveu sob os arcos de um viaduto de pedra — que hoje abriga um polo cultural e de entretenimento, repleto de galerias de arte, lojinhas conceituais, cafés descolados e restaurantes.

É lá que ficam o Markthalle Im Viadukt, um mercado gourmet e de artesanato, e o Frau Gerolds Garten, um espaço ao ar livre com bares e comida de rua. Pegamos um tram ali mesmo do centro histórico e, em cerca de dez minutos, já estávamos lá.
Por conta do feriado, a maioria das lojas estava fechada - inclusive o Markthalle :-( mas ainda assim foi ótimo passear pela região e sentir a atmosfera mais contemporânea e local de Zurique. Além de alguns restaurantes e cafés que estavam funcionando, em frente ao viaduto encontramos um grande gramado verde com uma churrasqueira pública, onde famílias e amigos reunidos faziam churrasco ao ar livre, enquanto as crianças brincavam no parquinho. Foi muito legal dar uma espiada no cotidiano dos locais e sentir um pouquinho a vida real de Zurique.
Um pouco mais adiante chegamos ao Frau Gerolds Garten, uma espécie de biergarten urbano, com ares de jardim comunitário e uma vibe bem alternativa. São vários containers coloridos espalhados entre muitas plantas, flores e árvores frutíferas, formando um espaço ao ar livre cheio de personalidade.

O lugar me lembrou um foodpark suíço com alma berlinense: de um lado, uma estação de barbecue servindo salsichões, costelas e pratos típicos mais pesados. Do outro, bares vendendo vinho, cervejas artesanais e Aperol. Pedimos salsichas com uma salada de batata, que por sinal estava deliciosa e para acompanhar, uma cervejinha gelada. Sentamos ali, curtindo o vai e vem, observando as pessoas e brindando a vida.
Rolê de bike
Depois do nosso almoço no Frau Garten, resolvemos alugar duas bicicletas e pedalar até o centro da cidade, seguindo pela beira do rio Limmat. Eu particularmente adoro esse rolê de bike quando estamos viajando - é uma maneira muito legal de ver a cidade de outro ângulo.

A ciclovia vai beirando uma extensa área de lazer nas margens do rio, repleta de moradores aproveitando o dia de feriado e sol. Famílias estendidas no gramado, amigos conversando em rodas de piquenique, pessoas passeando com seus dogs, casais de mãos dadas, ciclistas, skatistas, e até uma galera praticando yoga. Para nossa surpresa, vimos alguns corajosos dando um mergulho no rio. A água realmente estava transparente e convidativa, mas vamos combinar que ainda estávamos na primavera e com certeza a temperatura não devia estar lá das mais quentes...
A pedalada foi um dos pontos altos da nossa aventura por Zurique, mas ainda tínhamos um programa para fechar o dia: a visita ao Museu da Lindt. A gente tinha ingresso marcado para 17h (compramos online). Nossa ideia era devolver as bikes em algum lugar próximo ao pier do Lago de Zurique, onde parte o barco que leva a galera para Kilkchberg, onde o museu está localizado. Mas ao chegarmos lá, nos deparamos com um turbilhão de gente. Parecia que uma multidão de turistas tinha brotado do chão e bateu aquele receio: e se o barco lotar e a gente perder o horário? Partimos então para o Plano B: pegamos a linha 165 do ônibus que sai ali mesmo da região central. E foi uma sábia decisão: rápido e confortável - em menos de 20 minutos já estávamos chegando ao nosso destino.
Lindt Home of Chocolate: o paraíso dos chocólatras
O Lindt Home of Chocolate, mais conhecido como Museu da Lindt, fica em Kilkchberg, uma área residencial tranquila à beira do Lago Zurique, fora da cidade, na região onde também fica a fábrica original da marca e a sede da lendária Confiserie Sprüngli (e vale destacar que o lugar é muito perto de Horgen, onde estávamos hospedados). A paisagem já muda: menos ritmo urbano, mais natureza e casas elegantes com vista para o lago. A expectativa para esse programa era alta, pois sou apaixonada pelos chocolates da Lindt, mas no final achamos que a experiência é legal, mas não chega a ser algo surpreendente. Conto como foi...
A arquitetura do espaço é um dos pontos altos da visita: o museu fica em um edifício moderno e elegante, com formas curvas e muito vidro, rodeado por jardins impecáveis e com vista para o lago.

A proposta é proporcionar uma imersão no universo do chocolate suíço. Logo na entrada, somos recebidos por uma fonte de chocolate gigante, super instagramável.

Subindo o elevador para o piso superior, inicia-se o percurso, que é bem estruturado e interativo. Começamos pela história do cacau, desde as civilizações mesoamericanas até sua chegada à Europa, passando pela revolução industrial que transformou o chocolate em um produto popular. Depois, o foco se volta para o papel da Suíça na história do chocolate, e o passeio fica mais interessante.
Aprendemos sobre marcas lendárias como Sprüngli, Lindt e Cailler, que ajudaram a consolidar a imagem da Suíça como a terra do melhor chocolate do mundo. O museu mostra inovações tecnológicas, embalagens antigas, propagandas clássicas e curiosidades sobre os processos de produção.
Mas o ponto alto — e mais esperado — é a degustação. Há estações com diferentes tipos de chocolate para provar à vontade: ao leite, branco, amargo, com recheio... Uma verdadeira orgia de sabores. No final, o "lojinha" é um espetáculo à parte, com dezenas de opções, embalagens sazonais e kits exclusivos. Uma tentação! E ainda tem um café na saída, para quem quiser descansar um pouco antes de encerrar a visita.
Depois desse dia intenso, pegamos o trem (que passava ali pertinho) e voltamos para nosso hotel exaustos, mas felizes. Nessa noite, decidimos comer a tradicional pizza suíça (que eu amei!) no restaurante Oliva, que fica no próprio The Yarn.
Essa "pizza suíça" tem uma massa bem fininha e conhecida como Flammkuchen (em alemão) ou Tarte Flambée (em francês). Esta iguaria é uma especialidade tradicional da região da Alsácia, na França, e de Baden, na Alemanha, áreas que fazem fronteira com a Suíça, e é muito popular no país.
Depois do jantar, fomos para a cama cedo. No dia seguinte, acordaríamos cedo para pegar o trem para Lucerna. Mas ainda teríamos mais um tempo em Zurique na volta, antes de pegar o voo para o Brasil, então já vou deixar aqui o que fizemos nesse terceiro dia na cidade.
Dia 3: Museu da Fifa e despedida na Bahnhofstrasse
Nosso último dia na Suíça começou cedinho, com um trem partindo de Berna rumo a Zurique. A viagem durou apenas 1h36 até o aeroporto — tempo suficiente para respirar fundo e começar a despedida desse país que nos acolheu tão lindamente. Como nosso voo para o Brasil sairia bem cedo no dia seguinte, optamos por algo mais prático: nos hospedamos no Ibis Budget Zürich Airport, a apenas 4 minutos de trem do terminal. Check-in rápido, malas deixadas no quarto, e lá fomos nós aproveitar cada minuto restante dessa jornada.
Museu da FIFA
A escolha para esse dia era o Museu da FIFA, um programa que Zeca estava ansioso para fazer desde que planejamos a viagem. Confesso que fui mais por ele, mas o museu é tão bem feito, interativo e imersivo, que até eu me diverti. Com mais de 3.000m² de exposição, o espaço convida a mergulhar de cabeça na história do futebol — desde suas origens até o jogo moderno.

Camisas históricas, bolas, troféus, vídeos, áudios, mapas interativos e, claro, a linha do tempo das Copas do Mundo. Um dos destaques é a ala interativa, onde você pode literalmente “entrar em campo”: participar de atividades de chute ao gol, treinar dribles em um jogo digital ou se transformar em locutor por um dia, gravando a narração de um gol como se estivesse ao vivo. Diversão pura, mesmo para quem não é fã do esporte. E o melhor: a entrada está incluída no Swiss Travel Pass.
Almoço asiático no Nooba Kreuzplatz
Saímos de lá com fome, pegamos um tram e fomos até o Nooba Kreuzplatz, um restaurante de comida asiática delicioso. O salão estava tranquilo, e pedimos um prato leve, acompanhado de uma taça de vinho branco. A combinação perfeita para aquele clima de primavera em Zurique, com o céu azul e as ruas movimentadas, mas silenciosas — à moda suíça.

A legendária Confiserie Sprüngli
De lá, decidimos tomar um café na Confiserie Sprüngli, a confeitaria de chocolates mais famosa da Suíça. Sim, é cara. Sim, é elegante até o último detalhe. Mas era o último dia de viagem então resolvemos nos proporcionar essa experiência: sentamos numa mesinha na calçada, tomamos um espresso acompanhado de um chocolatinho e ficamos observando turistas e locais andando de um lado para o outro naquela avenida que mistura luxo, história e discrição.

Fim de viagem, estávamos bem cansados, mas era o último dia, e com a gente é assim: só acaba quando termina!!! Ficamos perambulando pelas lojas da região e já no final da tarde, antes de voltar para nosso hotel, decidimos escolher um lugar para nosso jantar de despedida. Acabamos descobrindo um restaurante na Beatenplatz, pertinho da estação de trem. O Dupont Brasserie & Bar era um lugar bem charmoso, com mesinhas espalhadas pela praça. Conseguimos uma mesa, mas logo começou uma garoa fina e nos mudamos para dentro para jantar e brindar ao fim dessa viagem que foi tão especial.
Na manhã seguinte, bem cedo, embarcamos de volta ao Brasil com o coração cheio. Zurique, com seu ar cosmopolita e sua alma antiga, foi o ponto de partida e também o ponto de chegada dessa jornada. Uma cidade de contrastes sutis: financeira e charmosa, precisa e delicada, moderna e histórica. Caminhar por suas ruas à beira do Limmat, descobrir cafés e restaurantes escondidos e se encantar com cada detalhe — tudo isso faz da principal cidade da Suíça alemã uma porta de entrada (ou de saída) absolutamente encantadora para essa jornada.

Para saber mais sobre nossos dias na Suíça, leia os outros posts dessa série.
Lucerna
Região de Jungfrau
Berna
10 coisas imperdíveis na Suíça Alemã
.png)

















































































































































Comentários